quarta-feira, 2 de abril de 2008

Meninas novas no pedaço!

Diz que as crianças ficam agitadas quando sai ou entra criança no Abrigo, se for assim, sempre estarão agitadas! Foi assim quarta passada, à tarde, quando não pudemos fazer a visita à Biblioteca e foi assim hoje pela manhã.
NEGOCIAÇÃO OU AMEAÇA?
Quando digo, "então, não vou contar mais histórias! Já que estão de mal de mim é porque não me querem mais, por isso vou embora!" - é certo que iria mesmo! Uma vez que, não faz sentido criar um dispositivo... espera aí! quado falo dispositivo, estou pensando em todos os regimes citados por aquele que primeiro o definiu? Foucault, neste caso deve haver também uma linha de força e todas as outras! Isso porque um dispositivo não é objeto nem sujeito, mas regimes por onde atrevessam essas linhas.
Então a negociação se dá em todos os campos e níveis! Nesse sentido também eu que estou levando histórias e propondo ações também passo pelos mesmos processos.
A realidade educacional brasileira GRITA!!!! Enquanto que a realidade cultural, essa coitada, já não tem nem mais garganta! Duas meninas recém-chegadas ao abrigo, adolescentes, não sabem ler! Se quer sabem suas idades! Uma delas diz gostar de fadas madrinhas e tenta escrever, sem sucesso, isto em um papel. Hoje foi proposto que dissessem o que gostam de ver na TV e que tipo de história gostam de ouvir. A tarefa não fora concluída, isso porque, duas das cinco crianças presentes, estavam o tempo todo boicotando qualquer tipo de atividade quando diziam que "estavam de mal"!.

Continuaremos... porque
Tudo vale a pena se a alma não é pequena.
Fernando Pessoa

sexta-feira, 28 de março de 2008

Eu amo tudo o que foi

Um passarinho que passou por Portugal trouxe no bico esta poesia e pediu piupiuzando para colocar em nosso Bolg...

"Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia."

Fernando Pessoa, 1931.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Visita à Biblioteca Pública: uma aventura em três atos.

IDA
Aquela escada tão larga, nela haviam janelas escuras que davam para o nada cheio de estranheza em seu interior,
dali poderiam surgir monstros!
... Bruxas! Baratas! Fantasmas!
e sei lá mais o quê...
Assim fomos encontrando outros seres reais, talvez mais distantes que os fantasmas, a realidade impõe.


Ao chegar a Biblioteca algumas crianças já sabiam onde ficava a sala infantil e puderam procurar à vontade, mas o que será que queriam?
Um livro pesado?
Um livro que não estava escrito na nossa língua?
Um livro em uma caixa com outro bem pequeno dentro?
... o que será que interessa?
E a pesquisa que outro precisava fazer?
"Tenho que copiar tudo isso?"
E preguiça de de querer entender?
Localizar seu nome numa lista, dizer quem era e quando tinha nascido, foi importante para fazer o cartão que agora o identificava como "usuário" daquela biblioteca. E agora poderia levar DOIS livros para ler onde bem entendesse!
Eles se espalharam, multiplicaram-se, povoaram aquele lugar (que certamente não é uma biblioteca) Ruidosamente.

VINDA
Sem chicletes?
Nem um carrinho?
Assim, fico de mal. Vou fazendo "birra" o quanto EU puder!!!! Fico para tráz! Ou então corro, corro, sem olhar, - Vem vindo carro? Alguem está vendo por mim! Afinal só tenho 05 anos!!! Os outros sabem...
eu ainda não Tenho que saber...
SERÁ?

sábado, 22 de março de 2008

Desejos



Desejo a você

Fruto do mato

Cheiro de jardim

Namoro no portão

Domingo sem chuva

Segunda sem mau humor

Sábado com seu amor

Filme do Carlitos

Chope com amigos

Crônica de Rubem Braga

Viver sem inimigos

Filme antigo na TV

Ter uma pessoa especial

E que ela goste de você

Música de Tom com letra de Chico

Frango caipira em pensão do interior

Ouvir uma palavra amável

Ter uma surpresa agradável

Ver a Banda passar

Noite de lua Cheia

Rever uma velha amizade

Ter fé em Deus

Não Ter que ouvir a palavra não

Nem nunca, nem jamais e adeus.

Rir como criança

Ouvir canto de passarinho

Sarar de resfriado

Escrever um poema de Amor

Que nunca será rasgado

Formar um par ideal

Tomar banho de cachoeira

Pegar um bronzeado legal

Aprender um nova canção

Esperar alguém na estação

Queijo com goiabada

Pôr-do-Sol na roça

Uma festa

Um violão

Uma seresta

Recordar um amor antigo

Ter um ombro sempre amigo

Bater palmas de alegria

Uma tarde amena

Calçar um velho chinelo

Sentar numa velha poltrona

Tocar violão para alguém

Ouvir a chuva no telhado

Vinho branco

Bolero de Ravel

E m u i t o c a r i n h o m e u .

Carlos Drummonde de Andrade

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

ESTAMOS VOLTANDO!!!

quero lalaiá, porque estou voltando...

Vou começar a falar,
tem muita coisa acontecendo,
boas,
ruins também,
mas muitas coisas boas...

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Por que trilhas e leituras

Tudo vem assim no plural, mais e mais, nada excluindo ou subtraindo.
Trilhas, caminhos por onde ando e deixo minhas pegadas, ando e sigo outros passos, ou simplesmente paro e observo para depois voltar a caminhar.
Os caminhos sugerem, traduzem, multiplicam-se,
... posso me perder... tropeçar e como dizem os Titãs,... achar a solução.
Leituras são as interferências nas obras, nos materiais, nas coisas, nos desvios.
As leituras acontecem depois do preto no branco, nesses espaços, às margens e nas entrelinhas, entrepalavras, está o completar da obra que depende do meu trilhar.
Trilhar é preciso.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

XVI COLE

Acontece esta semana uma festa do livro, da leitura e da literatura na UNICAMP, trata-se do COLE (Congresso de Leitura). Os números impressionam,mas o que mais chamou a atenção é que diante de tantos re-ditos, ainda assim busca-se o novo.
Onde ele estará?
O Professor Valdir Barzotto coloca uma questão evitada, seja ela: "O que o texto produziu?"
Ele ainda mencionou duas frases do Ferreira Gullar, as quais acho legal deixar aqui.

Por que estou aqui?

A arte existe porque a vida não basta.